AO VIVO, Governo Trump diz que dará visto a Flávio Bolsonaro e permitirá entrada dele e família nos EUA

Segundo a agência Reuters, senador e candidato derrotado está em voo a caminho dos EUA; ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado que o senador entregasse seus passaportes e proibido que ele saísse do Brasil; acompanhe também a reação dos mercados após vitória de Lula para um quarto mandato e todas as notícias desta terça-feira.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por Marina Rossi, Leandro Prazeres, Vinicius Mendes, Thais Carrança, Mariana Schreiber, Rute Pina, Mariana Alvim e Julia Braun, da BBC News Brasil em São Paulo, Brasília e Londres.

  1. Imprensa internacional noticia sobre possível viagem de Flávio Bolsonaro

    Site do jornal com foto de Flávio
    Legenda da foto, O jornal The New York Times ouviu fontes que disseram que Flávio teria ido aos EUA

    Alguns dos principais veículos da imprensa internacional estão noticiando em seus sites a informação de que o paradeiro de Flávio Bolsonaro é desconhecido e que, segundo fontes, ele teria ido para os Estados Unidos.

    O jornal americano New York Times (NYT) ouviu três fontes do governo americano que confirmaram que Flávio teria ido para os EUA.

    A reportagem sobre o paradeiro do senador brasileiro ganhou destaque importante no site do NYT, abaixo da manchete, assim como a matéria do jornal britânico The Guardian sobre a situação. O texto do The Guardian atribui a informação da "fuga" à imprensa brasileira.

    O jornal argentino Clarín destaca notícias sobre Flávio Bolsonaro na manchete e em duas submanchetes. A manchete leva à cobertura em tempo real sobre o paradeiro de Flávio.

    A agência de notícias Reuters também deu importante destaque à notícia em sua página, como submanchete, informando no título que o Departamento de Estado dos EUA planeja conceder vistos a Flávio e à sua família.

    Site do Clarín com várias notícias sobre Flávio
    Foto de Flávio Bolsonaro e título de matéria no site The Guardian
    Legenda da foto, The Guardian deu destaque importante em seu portal à notícia sobre Flávio
    Foto de Flávio e título
    Legenda da foto, Reuters destacou que Flávio e sua família devem receber vistos dos EUA
  2. Sem provas, Trump volta a insinuar fraude em eleição no Brasil: 'Não tomei partido, mas não pareceu bom'

    Trump discursando

    Nesta terça-feira (27/10), Trump voltou a questionar as eleições brasileiras.

    Sem apresentar provas, ele afirmou: "Eles [os democratas] são, acho, os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Você viu aquilo? Eu não tomei partido, mas não pareceu muito bom", declarou.

    Missões internacionais de observação que acompanharam o segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25/10), avaliaram que a votação e a apuração transcorreram com normalidade e elogiaram a capacidade técnica da Justiça Eleitoral.

    A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade que reúne 35 países do continente, entre eles Brasil e Estados Unidos, e que há décadas envia observadores a eleições na região, foi a maior e a mais abrangente entre as que acompanharam o segundo turno.

    Chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da entidade e ex-chanceler do Chile, a equipe teve 88 observadores de 22 nacionalidades no segundo turno e 179 no conjunto das eleições gerais, o que, segundo o relatório, a torna "a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil".

  3. Lula: 'O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa'

    Lula gesticulando enquanto fala ao microfone, em pé, perto de gramado e com Janja ao fundo

    Durante comemoração em Brasília por seu aniversário de 81 anos, o presidente Lula criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua possível saída do Brasil rumo aos Estados Unidos nesta terça-feira

    "Estou sabendo agora que meu adversário foi embora, eu não sei... Veja, eu perdi eleição para o Collor, eu fiquei no Brasil. Eu perdi a eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes e eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim, ficou no Brasil", disse Lula.

    "Eu tive muitos convites para sair do Brasil. Eu tive muitos convites para ir para embaixada. Eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal, porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência", prosseguiu.

    Por isso eu queria dizer para vocês: quem não deve não teme, o cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa."

    Lula afirmou que sua decisão de permanecer no Brasil após suas derrotas eleitorais foi um "respeito à democracia".

    "Eu lamento que ele [Flávio] tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar e provar que as acusações contra ele que estão na imprensa não são verdadeiras", disse o presidente, referindo-se em seguida à proposta de quebra de sigilo feita a Flávio durante a campanha.

    "Eu tentei fazer com que ele provasse que é honesto entregando minha papelada na Justiça eleitoral, da minha mulher e dos meus filhos. Ele não entregou, numa demonstração de que esse cidadão, que foi a pessoa mais mentirosa que já vi no planeta Terra, não tem nenhum compromisso com a verdade. É impressionante as desfaçatez dele", disse Lula.

    "Esse ato [de sair do Brasil] é vergonhoso. Quando pediram para entregar meu passaporte, eu entreguei. Ele deveria ter entregue", continuou.

    "Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira pátria é lamber bota dos Estados Unidos, como eles estão acostumados a fazer."

  4. Marinho diz que não foi comunicado sobre saída de Flávio do país

    O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, afirmou nesta tarde que foi surpreendido pela notícia de que o senador teria saído do Brasil e disse desconhecer seu paradeiro.

    Segundo Marinho, Flávio enviou uma mensagem de texto por volta das 8h dizendo que tiraria o dia para descansar e que os dois conversariam mais tarde. Desde então, não houve novas informações sobre o senador.

    “Não fomos comunicados”, afirmou Marinho, em entrevista coletiva.

  5. Governo Trump diz que dará visto a Flávio Bolsonaro e permitirá entrada dele e família nos EUA

    Um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse ao jornalista Tom Bateman, da BBC, que o órgão "concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a seus familiares e permitirá entrada deles no país".

  6. STF arquiva investigações contra Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia e Guilherme Fiuza

    Eduardo Bolsonaro de perfil, falando
    Legenda da foto, Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho por coação no curso do processo

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu arquivar algumas investigações envolvendo o pastor Silas Malafaia, o escritor Guilherme Fiuza e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio Bolsonaro.

    Sobre Eduardo Bolsonaro, Fachin considerou que o inquérito em questão já havia cumprido sua função, uma vez que deu origem à ação penal que acabou condenando o ex-parlamentar pelo crime de coação no curso do processo.

    Já o arquivamento do inquérito contra Malafaia ocorreu após pedido da própria Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da acusação. Para a PGR, não foram reunidos elementos suficientes para indicar o envolvimento de Malafaia no crime de coação no curso do processo.

    Em relação a Fiuza, a PGR também considerou não haver indícios suficientes para investigá-lo por suposta prática do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Foi extinta ainda a punibilidade de Fiuza pela acusação de incitação ao crime, já que o prazo para a punição já passou. Com a decisão do STF, algumas medidas cautelares contra o escritor foram retiradas, como restrições de deslocamento.

    As investigações arquivadas estão relacionadas ao chamado Inquérito das Fake News, cuja abrangência e duração sob a relatoria de Alexandre de Moraes foi amplamente criticada por especialistas. Fachin decidiu em setembro retirar a relatoria de Morais, trazendo para si essa função.

  7. Em paralelo à busca por Flávio, Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro postam fotos juntos

    Valdemar e Michelle posando para foto, sorrindo, de dentro de sala

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, postou há pouco uma foto ao lado da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro e madrasta de Flávio Bolsonaro, ambos também do PL.

    "Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil", escreveu Costa Neto.

    No primeiro semestre, Michelle e Flávio tiveram desavenças que acabaram vindo a público, incluindo um pedido de desculpas por parte do senador.

  8. Renan Santos critica possível ida de Flávio aos EUA: 'Não é a postura de líder'

    Renan Santos falando, com olhar sério

    O ex-candidato à presidência Renan Santos (Missão) divulgou uma nota agora há pouco em que critica a postura de Flávio Bolsonaro de supostamente fugir para o exterior.

    "Flávio é alvo de uma disputa política. A briga no STF e as investigações vão todas seguir critérios políticos. O Brasil está uma várzea. Entretanto, esta não é a postura de um líder", disse Renan Santos, derrotado na disputa presidencial no primeiro turno.

    "Fuja se você for fraco. Encare o problema se for homem, e pague pelas consequências, mesmo quando inocente. Liderar, querer mudar o teu país, é um fardo muito grande. Homens que estão dispostos a puxar cana, mesmo quando injusto, por aquilo em que acreditam, são homens que colocam o nome deles na história".

    Para Santos, se confirmada a ida do senador aos EUA, este vai continuar atuando politicamente, mas com uma postura de "exilado" no exterior.

    "Vai ter muita gente achando bonito, vamos dizer que ele é um herói no exílio, e na prática ele vai continuar manipulando a política do Brasil direto dos Estados Unidos. Triste destino para quem achava que esse cara seria um herói", concluiu.

  9. Defesa de Flávio diz estar 'no escuro' sobre possível saída do senador do Brasil

    A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro disse à BBC News Brasil que está “completamente no escuro” sobre a possível saída do senador do Brasil.

    Procurada pela reportagem nesta tarde, a defesa afirmou que não tinha conhecimento do que havia acontecido e que continuava sem informações sobre o caso.

    O coordenador Rogério Marinho deve se pronunciar assim que houver mais informações.

  10. BBC News faz cobertura em tempo real sobre paradeiro de Flávio

    Site da BBC News com foto de Flávio Bolsonaro e título da cobertura em tempo real

    O site em inglês da BBC News também está fazendo cobertura em tempo real sobre a situação do senador, afirmando no título que "Autoridades brasileiras buscam paradeiro de Flávio Bolsonaro após ele deixar de entregar passaporte".

    A página informa que o STF havia pedido que Flávio entregasse o documento em 24 horas como parte de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro — acusação que ele nega.

    "[Flávio] Bolsonaro afirmou que não tinha planos de deixar o país. No entanto, o prazo expirou sem que ele entregasse os documentos, o que gerou especulações de que ele possa ter saído do país", informa a BBC News.

  11. Pesquisas erraram o resultado da eleição?

    Ilustração mostra pessoas em fila para votar com cédula

    Redução da abstenção, mudanças da cabeça do eleitor à véspera da eleição, sociedade polarizada...

    Esses são alguns dos fatores que ajudam a explicar por que o resultado do segundo turno da eleição presidencial foi significativamente diferente do que as pesquisas de intenção de voto mostravam, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    Para eles, não é correto dizer que as pesquisas erraram. Entenda aqui.

  12. Vice de Flávio diz que reza pela seguranca da família do senador e fala em 'perseguição implacável'

    Alfredo Gaspar

    O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, publicou no X uma mensagem de solidariedade ao senador.

    “Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada”, escreveu Gaspar, sem mencionar, contudo, a possível saída da família do Brasil.

    Minutos antes, o deputado havia publicado um vídeo em que agradeceu os quase 60 milhões de votos recebidos pela chapa e afirmou que “algumas derrotas são verdadeiras vitórias”.

    Gaspar também disse que, a seu ver, o sistema mudou as regras da eleição no segundo turno, mas que eles permaneceram firmes. Ele agradeceu a Flávio pelo convite para ser candidato a vice e afirmou que a derrota não foi em vão.

    “Nossa trincheira de luta está pronta. Agora vamos adiante, lutar para classificar PCC e CV como terroristas, lutar pela proibição das drogas”, disse, ao defender a continuidade das bandeiras da campanha no Congresso.

    “Permanecemos firmes ao que acreditamos e, num futuro próximo, o Brasil vai vencer”, concluiu.

  13. Eventual ida de Flávio aos EUA pode atrapalhar a retomada das relações do Brasil com o país?, Por Leandro Prazeres, em Brasília

    O governo brasileiro avalia que uma eventual ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos não deve, por si só, impedir a retomada de uma relação pragmática com o governo norte-americano, disse um integrante do governo à BBC News Brasil, em caráter reservado.

    Segundo ele, o governo acompanhará os passos do senador caso ele tenha viajado mesmo para fora do país e, caso haja pedidos de prisão contra ele, poderá ser pedida a extradição do parlamentar.

    Na avaliação deste integrante do governo, uma suposta ida de Flávio para o exterior não seria um empecilho para uma tentativa de normalização das relações entre os dois países, abalada pela imposição de tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros.

  14. TSE confirma número de votos registrados após as 17h

    Pessoa teclando em urna

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje o número de votos registrados após as 17h no domingo (25/10), após a prorrogação do horário de votação para 19h determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin.

    Foram 34.393 votos em todo o país, menos de 0,03% dos votos totais.

    A prorrogação do horário de votação foi inicialmente apontada por Flávio Bolsonaro como um motivo pelo qual ele pediria a anulação do segundo turno. Mas, depois, ele mudou de estratégia e anunciou que focaria no pedido de cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico.

  15. Aliados defendem possível saída de Flávio do Brasil

    Deltan Dallagnol

    Aliados de Flávio Bolsonaro defenderam nas redes sociais a possível saída do senador do Brasil e atribuíram a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a responsabilidade pela ida aos Estados Unidos.

    O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) disse que havia conversado com Flávio no domingo à noite e que, na ocasião, o senador afirmou que ficaria no Brasil.

    "Mas naquele momento a gente ainda não sabia da perseguição que estava sendo instaurada quando o ministro Alexandre de Moraes mandou apreender o passaporte dele", afirmou Dallagnol.

    Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, também se manifestou. Inicialmente, o senador publicou no X uma mensagem em que questionava o pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro.

    "Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional", escreveu.

    Minutos depois, Moro editou a publicação para defender a possível saída do Brasil. "No contexto, Flávio deixar o país é compreensível."

    Publicação de Sergio Moro no X

    A possibilidade de Flávio ter deixado o país também foi tratada por outros aliados como consequência de ações do ministro do STF. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), por exemplo, afirmou que o senador teria ido aos Estados Unidos “para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”.

    O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também relacionou a suposta saída ao cenário político brasileiro. “Toda voz da oposição que se levante contra esse regime ditatorial tem que fugir do país”, escreveu.

    Já Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a segurança de opositores no Brasil: “Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa (supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?”

    O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), por sua vez, comparou o caso ao da líder opositora venezuelana María Corina Machado e afirmou que Flávio teria fugido para o exílio nos Estados Unidos. Marcon também alegou que Moraes poderia usar o senador para pressionar parlamentares a convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a não abrir um processo de impeachment contra o ministro.

    Mais cedo, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse não saber se Flávio havia deixado o país, mas afirmou que, caso isso tivesse ocorrido, a decisão deveria ser compreendida. Ele também publicou uma mensagem de apoio à família do senador.

  16. Qual é a situação jurídica de Flávio?

    Flávio Bolsonaro de perfil, com sorriso contido

    Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF atualmente: um sobre possíveis irregularidades na transferência de quase US$ 70 milhões do Banco Master para o filme Dark Horse; e outro sobre suposta lavagem de dinheiro em articulação com o advogado Willer Tomáz.

    O senador perderá o foro privilegiado em 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar. Mas, segundo jurisprudência do STF, as investigações em curso seriam mantidas na Corte.

    Entenda os inquéritos dos quais Flávio é alvo e por que o ministro do STF Alexandre de Moraes é relator de um deles nessa reportagem.

  17. Os bolsonaristas que vivem atualmente nos EUA

    Ramagem
    Legenda da foto, Alexandre Ramagem é um dos bolsonaristas atualmente nos EUA

    Caso se confirme a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, o senador se somará a uma lista de bolsonaristas que já vivem no país, todos com complicações com a Justiça e que alegam serem vítimas de perseguição no Brasil.

    Confira a lista:

    Alexandre Ramagem: Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal, deixou o Brasil em setembro de 2025 e está nos Estados Unidos como foragido da Justiça brasileira, após ser condenado a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 8 de janeiro. Ele foi detido pelo ICE, serviço de imigração americano, em abril de 2026, mas liberado dois dias depois, enquanto seu processo migratório e o pedido de asilo seguem em andamento.

    Allan dos Santos: Deixou o Brasil em julho de 2020 e é considerado foragido da Justiça brasileira. À época de sua partida, Santos era alvo de dois inquéritos no STF e já havia sido alvo de operações da Polícia Federal. O blogueiro teve a prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes em outubro de 2021, no âmbito do inquérito das milícias digitais, e no ano seguinte foi condenado a 1 ano e 7 meses em regime aberto por calúnia, difamação e injúria contra a cineasta Estella Renner.

    Eduardo Bolsonaro: O deputado federal cassado partiu para os EUA em março de 2025. À época, ele disse que ficaria no país para se dedicar em tempo integral a convencer o governo Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro e por sanções contra Moraes. Eduardo obteve o green card do governo americano em julho de 2026, após ser condenado em junho pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão, pelo crime de coação no curso do processo, por ter atuado para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Paulo Figueiredo: É neto do ex-ditador João Batista Figueiredo e amigo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os dois foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) por coação no curso de processo, mas o processo foi desmembrado e o de Figueiredo ainda aguarda julgamento. Mudou-se para os EUA em 2015, após encerrar uma parceria de negócios com Donald Trump para um projeto hoteleiro no Rio de Janeiro.

  18. Aniversário de Lula é celebrado hoje

    Lula

    Lula comemora hoje 81 anos, dois dias depois de ser reeleito pela segunda vez.

    O presidente tem duas datas de aniversário. A oficial, reconhecida pela mãe, Dona Lindu, é hoje. É essa que consta em sua biografia também é a que ele celebra.

    Em seu documento, no entanto, consta como o dia do nascimento sendo 6 de outubro.

    Isso porque Lula nasceu em Vargem Comprida, no interior de Pernambuco. À época, a localidade era um distrito de Garanhuns. Hoje, faz parte do município de Caetés.

    Segundo afirmou ao UOL o irmão mais velho de Lula, conhecido como Frei Chico, a diferença de datas é atribuída à precariedade de registros na região onde a família vivia.

    "Um dia minha mãe foi ao cartório em Santos registrar os filhos. Levou anotado todas as datas e os nomes. Mas acredito que ficou intimidada pela atitude da escrivã, que sugeriu mudar o nome da minha irmã, ali, na hora de Sebastiana para Ruth, seu próprio nome em sua 'homenagem', e ela acabou se atrapalhando com tantas", disse ele.

  19. Líder do PL na Câmara manifesta apoio a Flávio Bolsonaro

    Post de Sóstenes Cavalcanti

    Em uma postagem nas redes sociais nesta tarde, o líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, manifestou apoio a Flávio Bolsonaro.

    Ele publicou uma imagem do senador com a esposa e as filhas e escreveu: "Eu apoio Flávio Bolsonaro e sua família".

    À CNN, Sóstenes disse que não sabia se Flávio havia fugido, mas que qualquer decisão que o senador tivesse tomado "deveria ser compreendida" e que teria o apoio dele.