Lula cita caso de menina Ana Clara e pergunta por que Flávio defendeu policial acusado de assassinato
Durante o debate desta sexta (24/10) entre os candidatos à Presidência, Lula (PT) citou o caso Ana Clara, se referindo à mãe dela, que estava na plateia.
A menina foi atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em Niterói (RJ), em fevereiro de 2021. O policial militar Bruno Dias Delaroli é acusado de matá-la pelo Ministério Público do RJ e foi defendido por Flávio Bolsonaro (PL), que é advogado.
"Ela, eu e o Brasil inteiro gostaríamos de saber: o que leva um senador da República a defender um policial assassino que deu um tiro em uma criança de 5 anos?", perguntou o presidente.
O policial ainda não foi julgado. Flávio integrou sua defesa e assinou um recurso para tentar reverter a decisão que determinou que ele fosse levado a júri popular. O recurso foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
'O que aconteceu foi uma tragédia'
Em resposta, Flávio disse que não consegue imaginar o que é perder uma filha de 5 anos de idade e se dirige a "Ana Clara", dizendo que quer pedir desculpas "à senhora".
No entanto, quem está na plateia é a mãe da garota, Cristiane Gomes da Silva.
Flávio citou que há tráfico de drogas na comunidade e que houve troca de tiros na ocasião, acrescentando que tem confiança de que o culpado não foi o policial.
O candidato disse que ainda que vai "classificar o PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas" e que Lula "não quer combater esses narcoterroristas".
O caso Ana Clara foi explorado pela campanha de Lula e apareceu no debate da Band no último domingo (18/10). Flávio defendeu o exercício da advocacia e afirmou que o adversário tratava o policial como culpado antes do julgamento.



