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EUA atingem lançadores iranianos na Ilha de Larak no primeiro ataque em semanas ao país
- Author, Ruth Comerford
- Role, BBC News
- Author, Ghoncheh Habibiazad
- Role, BBC News
- Published
- Tempo de leitura: 3 min
Forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, na região do Estreito de Ormuz, de acordo com o porta-voz do Comando Central dos EUA, comandante Tim Hawkins.
"Forças da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) foram observadas preparando-se para lançar foguetes com minas navais no Estreito de Ormuz", disse ele, em declaração citada pela CBS News, parceira da BBC nos EUA.
A IRGC afirmou que o ataque de domingo (30/8) matou e feriu várias pessoas e declarou que haveria "resposta e punição".
Logo após o comentário, o exército da Jordânia informou que havia interceptado oito mísseis.
"Sistemas de defesa aérea interceptaram oito mísseis que violaram o espaço aéreo do Reino na madrugada desta segunda-feira", afirmaram as forças armadas da Jordânia em um comunicado, citando o porta-voz do exército, conforme noticiado pela agência estatal de notícias Petra.
Este é o primeiro ataque conhecido dos EUA desde que o presidente americano, Donald Trump, havia interrompido a campanha militar contra o Irã no final de julho.
No início deste mês, o governo americano declarou que havia concluído a remoção de todas as minas da principal rota de navegação do estreito.
A Ilha de Larak fica próxima ao importante porto de Bandar Abbas e está situada exatamente no Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o transporte marítimo global.
Atualmente, o Irã está direcionando o tráfego de petroleiros para passar por essa ilha para inspeção e, segundo relatos, obrigando as embarcações a pagar US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) para atravessar.
Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, classificou o ataque como um "erro estratégico e fatal do regime Trump" e afirmou que o "inimigo pagará as consequências desse erro de cálculo tanto nas esferas econômica quanto militar".
A agência de notícias iraniana Tasnim, ligada à IRGC, informou que o ataque foi realizado por drones. Relatos indicam que duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas, segundo a agência.
Quando declarou, na semana passada, que todas as minas colocadas pelo Irã no Estreito de Ormuz como parte de seus esforços para bloquear a rota haviam sido detonadas ou removidas, Trump afirmou que o Irã havia sido alertado de que qualquer navio ou barco que lançasse novas minas seria destruído.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, descreveu a afirmação de Trump como uma manobra de propaganda enganosa.
O Irã enfrenta uma nova onda de pressão econômica depois que Washington anunciou mais uma campanha de sanções em 24 de agosto, visando isolar ainda mais Teerã e ampliar as sanções secundárias contra seus aliados.
Autoridades iranianas e a mídia estatal, em grande parte, minimizaram o anúncio, tratando-o como uma continuação de medidas econômicas anteriores divulgadas pelos EUA e que, segundo eles, foram comunicadas após o fracasso militar de Washington no conflito recente entre os dois países, que já ultrapassou a marca de seis meses.
Os EUA e Israel lançaram ataques de grande escala contra o Irã em 28 de fevereiro; o Irã respondeu atacando Israel, bases dos EUA e Estados aliados dos americanos no Golfo, chegando a fechar efetivamente o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo.
Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passavam por ali antes do início da guerra.